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27 Jun

Entrevista Com 6emeia

Vamos iniciar aqui mais uma nova seção do Dk Design: Entrevistas.

Já tinha comentado com o Anderson (Andy) do duo 6emeia quando fiz a postagem mostrando seus trabalhos para a Asics.

Agora segue na integra entrevista realizada esta semana com ele:

Entrevista

Qual a origem do grupo?

Na verdade o 6emeia é um duo, formado por Anderson Augusto e Leonardo Delafuente. Nos conhecemos na escola e desde então, criamos e realizamos trabalhos juntos. Posso te dizer que a origem vem da amizade e particularidades em comum, como a arte.

Como foi desenvolvido o estilo?

Creio q todo estilo é alcançado pelo tempo, treino e exaustivas tentativas e experimentos. Não considero isso uma regra fixa, estamos em constante mudança e evolução.

Qual o motivo da escolha de locais tão inusitados para as intervenções?

Somos artistas que não nos preocupamos em seguir moldes ou escolas…Sempre buscamos idéias e formas diferentes de expressar nossa visão. Começamos no papel, fazendo HQ, passamos para cartazes, depois para muros e consequentemente para bueiros. Foi algo que buscamos, mas que aconteceu naturalmente, em uma de nossas varias conversas.

Vocês têm o intuito de passar alguma mensagem específica com o seu trabalho?

Com certeza. É perca de tempo fazer algo a esmo, sem uma verdadeira idéia ou motivo. Vivemos em bairros centrais da cidade que sempre foram esquecidos pelas autoridades, onde sempre haviam enchentes, sujeira e descaso…talvez isso tbm tenha nos motivado a ter a idéia de pintar os bueiros, uma resposta, uma conseqüência a todo esse cenário que se construiu ao nosso redor. Ate hj não temos apoio ou patrocínio de algo ou alguém. A mensagem principal talvez seja que todos podemos fazer algo maior, maior no sentido de ajudar a todos, sem depender de ninguém.

Agora com o uso da Street Art em geral em cooperação com as outras mídias, acham que deixará de ser marginalizada?

Na verdade somos todos marginalizados…vivemos a margem da sociedade, sem condições dignas de viver…é como se fossem varias cidades dentro de uma mesma cidade. Essa coisa de deixar de ser marginalizada vem da classe burguesa paulista endinheirada que nos vê e vê o que fazemos como algo marginalizado, pq não vivemos ou freqüentamos seus meios de convívio. De repente descobriram que a Europa admirava e gostava de street art, e como sempre acontece, copiaram as tendências estrangeiras, agora dizendo a todos com seus peitos inflados-siliconizados que a street art deixou de ser marginalizada…

Acham que a intervenção de um cliente como a Asics não pode fazer com que vários graffiteiros se “vendam” perdendo a origem de seus trabalhos?

Rsrsrs…é engraçado como ainda rola esse tipo de pensamento minúsculo xiita. Oras, o artista vive de sua arte, é natural que seja contratado ou venda sua obra. Ou todos pensam que os artistas vivem de comer tela, tijolo e tinta? Não podemos diminuir o valor da criação e do criador. Empresas como a Asics, buscam novidades para atrair clientes, nada mais normal que busquem a novidade no que de mais novo existe. É engraçado tbm como muitas pessoas não consideram o graffiteiro como artista e na hora que um trabalho dele é reconhecido e comercializado ele passa a ser julgado como vendido…não vendemos a alma ou nossos ideiais, só o que produzimos, nossa arte.

Trabalham com alguma outra forma de arte?

Sim, escrita, pintada, desenhada…desde papel e nanquim, passando por tinta óleo, acrílica, tela, madeira…e usamos tbm softwares, atualmente estamos produzindo curtas de animação.

De todos os trabalhos, quais se orgulham mais de ter produzido? E menos?

Delafuente = “a trip to the moon” e “homenagem à Jeff Maya”
Anderson Augusto = “Fumante” e “Simon the Genius”
Não tem nenhum trabalho nosso que não gostamos.

Quais as maiores dificuldades para a realização deste tipo de arte?

Financeira, sempre. Tudo que é relacionado a arte é caro. Materiais, livros, tinta. Mas a vontade é maior do que qualquer problema.

Fica aqui o espaço para dicas, conselhos ou algum outro comentário que deseja passar aos interessados e nossos leitores.

Respire fundo e veja tudo de uma forma diferente. Mude sua vida que vc mudara o mundo. Don’t believe the hype!!!

Você fica 4 ou 5 anos numa faculdade e pensa que já viu de tudo e sabe de tudo e dentro do carro você pensa que esta indo muito rápido, creio que é hora de você testar o que você tem mais medo, pois aqui os seguranças não irão te salvar.

Imagens

Clique nas imagens para ampliar:

“A Trip to The Moon” e “Homenagem a Jeff Maya”:

Fumante” e “Simon, The Genius.



6emeia

25 Jun

Vídeo Oficial Cans Festival

Provavelmente este evento foi o que dei maior cobertura aqui no Dk Design, principalmente por interesses pessoais e o fácil acesso ao mesmo.

Recentemente saiu o vídeo oficial do evento, mostrando a preparação do túnel e o evento em si acontecendo.


12 Jun

Robert Muraine- Pop and Lock

Sei que este é um blog de design, porém como faz parte da cultura de rua, também irei, não com tanta frequência, fazer postagens sobre outras características da mesma.

A primeira postagem é de um estilo bastante peculiar da dança, conhecico como Pop and Lock. É algo que abusa da elasticidade do corpo, seguindo o ritmo da música.

Robert Muraine participou de mais um concurso dos que estão na moda hoje em dia, bem aos moldes American Idol, e surpreendeu:


Visto em: O buteco da Net

Caso algum dos nossos leitores não goste da postagem ou tenha habilidades similares, favor nos contactar.
Segue após o jump mais 2 incríveis exemplos deste estilo.

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11 Jun

Ron English: Obama

Já comentei aqui sobre o artista Ron English, que está no filme Bomb-it e que também marcou presença no Cans Festival.

Conhecido pela sua ironia no mundo inteiro desta vez criou um poster que se encaixa muito bem com a situação presidencial americana hoje em dia.

Com o crescimento e ótima campanha que Obama tem tido, até sua (ex)-conconrrente Hilary fez um discurso apoiando o possível primeiro presidente negro americano.

Ron English Obama
Clique na imagem para ampliar.

1 Jun

Bomb-It

Como todos já devem ter percebido, tenho uma grande tendência a postar sobre arte de rua.

Sempre fui fã de Street Art, e agora com os recentes projetos de faculdade e oportunidades (em breve uma grande parceria), fizemos a cobertura do Cans Festival que ocorreu em Londres este ano.

Infelizmente não pude estar presente no local, mas tive quem o fez e com qualidade (agradeço a Fernanda Roberts pelas fotografias, que serão divulgadas muito em breve).

Mas o que o título tem a ver com esse texto?

Nada, por hora era apenas um agradecimento, porém o título refere-se a um novo documentário, com Premiere dia 6 em L.A.

Como os autores mesmo afirmam, este filme será onde o filme mais completo sobre Graffiti, com diversos dos maiores artistas de nossos tempos.

Alguns destaques que talvez sejam até conhecidos por gente que não é da área são:

Os Gemeos, Daim, Mear One, Cornbread, Dj Lady Tribe, Tats Cru, Ron English, Faith 47, Speed, Pez, Shok1, Blek Le Rat e Scage, e conta com participação de muitos outros artistas.



Filmado em Los Angeles, New York, Philadelphia, São Francisco, Tijuana, Londres, Paris, Amsterdam, Barcelona, Hamburgo, Berlim, Cidade do Cabo, e São Paulo.

Bomb-It The Movie